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Uma Mudança de Mentalidade – A Rebeldia Liberal

Artigo de Opinião - Por Leonard Batista, Associado III do Instituto Líderes do Amanhã


Uma das frases que resume o Instituto Líderes do Amanhã é “De associado para associado”, e uma das maneiras que mais explicitam essa verdade é o método de estudo de livro. Não há dúvidas de que ler um livro nos traz mais conhecimento, mas nada se compara ao poder de discuti-lo num grupo de pessoas com elevado grau de poder crítico.


Em uma das experiências no instituto, com o estudo de livro “A Mentalidade do Fundador”, foi possível aprender e discutir uma das questões mais marcantes da obra: “Qual foi a última vez em que você passou por cima dos sistemas de RH para premiar um verdadeiro herói da empresa, ou um indivíduo de desempenho espetacular?”. A transformação em meu trabalho acontece neste cenário.


Uma área operacional gargalo e que apresenta uma necessidade evidente de aprimorar o conhecimento técnico de seu pessoal para que possa melhorar seus resultados, vê em um processo seletivo a oportunidade para dar um passo importante em sua eficiência. Após a primeira rodada de entrevistas, o líder percebe que nenhum dos candidatos não atendiam às expectativas e informa a necessidade de um novo processo.


O que a princípio poderia parecer algo normal, para este caso não foi. A proposta do líder fora rejeitada.


A excelência operacional permite à organização reduzir custos, aumentar a qualidade de seus produtos e processos, e atender de maneira mais satisfatória os requisitos do cliente. A saída encontrada foi o que chamo aqui de “A Rebeldia Liberal”. Diversos debates foram necessários até que se chegasse à conclusão da necessidade de um novo processo seletivo.

Após o processo, foram contratadas as cinco melhores pessoas. A grande surpresa? A meta corporativa foi atendida mesmo não utilizando o grupo proposto inicialmente. Com poucos meses da contratação, outros gestores solicitaram a promoção dos selecionados para que pudessem fazer parte de seus respectivos times. O melhor de tudo? A resposta de que o melhor para a companhia foi feito respeitando o principal valor liberal: a individualidade dos candidatos.


Empresas montam sistemas em torno da regra, não da exceção. Às vezes, é preciso ignorar sistemas formais. Ser líder significa ter coragem de fazer aquilo que é certo, mesmo outros dizendo que não. Como os autores do livro “A Mentalidade do Fundador” disseram: “Até hoje não um encontramos um líder que achasse que tinha investido tempo demais em talentos.” Aqui não foi diferente, e o investimento começou antes mesmo das entrevistas.


Leonard Batista, Associado III.

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