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O maior investidor da bolsa brasileira critica criptomoedas

Artigo de Opinião - Por Luan Sperandio, Associado III do Instituto Líderes do Amanhã


Luiz Barsi, de 82 anos, é o maior investidor individual da B3. A fortuna do ex-engraxate, construída ao longo de quase 7 décadas de investimentos, é estimada em cerca de R$ 4 bilhões.


Seguidor da filosofia de Value Investing, é uma das maiores referências em criação de renda passiva, sendo apelidado de Rei dos Dividendos. Em 2021, ele recebeu mais de R$ 300 milhões em proventos.


Tamanha notabilidade, contudo, sempre ganha mais holofotes quando ele critica a indústria e mercado de criptoativos.


O que Barsi diz


"Criptomoeda é uma fantasia. Não é bom nem como investimento, nem como aplicação, no meu interpretar". É o que Barsi afirmou em entrevista recente ao Valor Econômico.


A afirmação soma-se a outras falas anteriores: “As criptomoedas são pirâmides que se proliferam” e “O Bitcoin não tem fundamentos, é um fantasma que assombra os gananciosos”.


Faz sentido?


Não há uma única estratégia para ser bem sucedido no mercado acionário.


O value investing, de Barsi, prioriza investir em ações descontadas, o que exige conseguir identificar quais delas estão com um preço de negociação inferior ao que efetivamente valem, obtendo rentabilidade a partir do potencial de valorização quando os preços voltarem ao patamar “justo”.


Já o Buy and hold é a estratégia de comprar e manter um ativo por longo período de tempo, com os retornos de longo prazo diluindo o risco de volatilidade presente na renda variável.


Já o foco em dividendos envolve comprar ativos que pagam bons proventos, incluindo não apenas ações, mas fundos imobiliários (outro ativo que Barsi é crítico).


Apesar dos riscos, há um percentual pequeno de especuladores bem sucedidos em day trade. A estratégia envolve compra e venda de ativos e derivativos em um mesmo pregão, buscando lucrar com a variação de preços no curto prazo.


Outras estratégias especulativas se diferem pela questão do tempo da operação, como o swing trade (dias ou semanas) e position trade (meses ou anos).


Ou seja, não há uma receita de bolo para ser bem sucedido no mercado.


Contudo, como afirmou a empreendedora de educação financeira e filha de Barsi, Louise Barsi, na mesma entrevista ao Valor: "Acredito muito na tecnologia por trás (dos criptoativos).”


Apesar dela também ser cética com a classe de ativos, a tecnologia por trás é incomparável e é o futuro — o que não significa não haver riscos. Cada um que assuma os seus em suas estratégias.



Luan Sperandio, Associado III

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