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Indivíduo: Molde da Sociedade ou Molde para a sociedade?

Artigo de Opinião - Por Raphael Ribeiro, Associado Trainee do Instituto Líderes do Amanhã


Se listarmos todos os discursos de movimentos aglutinadores, percebemos que o esforço sacrificial em prol da causa é similar, independente de raça, grupo, etnia ou religião. Isso demonstra a incapacidade de influenciadores, formadores de opinião, gestores ou líderes que promovem o ideal socialista de entender que o avanço da sociedade está relacionado à capacidade evolutiva individual e não coletiva, pois, sem isolarmos os comportamentos e intelecto, torna todos os componentes da sociedade iguais, porém não o são em nenhuma instância.


O ser humano é dotado de conhecimento em campos multidisciplinares, em diferentes níveis e com diferentes vivências, o que corrobora para a evolução da sociedade quando são trabalhados de forma individual. Se todos forem conformados num mesmo molde, tornamos previsíveis os comportamentos e consequentemente, anulamos todo o questionar, pensar e propagar de ideais.


Logo, o indivíduo não é molde para a sociedade, tampouco, deve ser modelado pela maioria e sim, deve ser visualizado como uma massa fluida capaz de ser incorporado ao todo, respeitando sua individualidade, capacidade e pensamentos, entendendo que sua inclusão permite promover o crescimento social e sustentável. Esse novo fluido não altera o entrante, mas agrega algo a mais e permite que os anteriores sofram o impacto da novidade.


A réplica de comportamento deve ser livre e criticada de forma individual, sendo agregada a pessoa, caso essa queira. Quando universalizamos tudo, a relativização do fato ocorre de maneira recorrente e quando menos se percebe, todos replicam comportamentos para participarem de uma sociedade e não agregam a sociedade para compartilhar novas vivências, experiências e também para serem criticadas e expurgadas, mas de forma individual.


Moldes são importantes para controlarmos coisas. Sociedades são importantes para promoverem a liberdade. Pessoas são essenciais para que tudo ocorra. E o indivíduo, o pressuposto do meio.


Raphael Ribeiro, Associado Trainee.

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