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Gestão de Crise: Os setores de varejo e mineração frente à pandemia

Nesta matéria da série “Gestão de Crise”, ouvimos associados dos setores de varejo e mineração

No último sábado, foram prorrogadas as restrições do Governo Estadual por mais uma semana. No dia seguinte, o Brasil ultrapassou a marca de 100 mil casos. Enquanto isso, muitos empresários buscam se adaptar a realidade atual, como é o caso do associado Lippe Borgo, sócio gestor em um grupo de franquias do Boticário.


Após mais de um mês com as lojas fechadas, nesta segunda-feira (04), os estabelecimentos do grupo tornaram a abrir. No entanto, o atendimento é feito mediante horário marcado, respeitando o limite de um cliente por vez. Para enfrentar a pandemia, Lippe diz estar sendo fundamental a formação baseada em valores que o Líderes lhe proporciona, principalmente para se manter coerente em suas tomadas de decisão. “Um valor fundamental neste momento está sendo o “progresso”. Mesmo com o setor, e a economia em geral, parados, cabe a mim procurar meios que possam desenvolver a minha empresa durante esse período”, afirma.


Em um mercado dependente do processo de experimentação como o de cosméticos, vendas digitais se apresentam como uma alternativa difícil. Porém, não impossível. Não aceitando faturamento zero, Lippe vem empenhando seu capital intelectual na busca por diminuir os atritos da jornada do cliente. Como resultado, houve o aumento de vendas por entrega, fazendo surgir um novo desafio: melhorar a qualidade e rapidez das entregas. “O sentimento constante de insatisfação que o Instituto me trouxe me faz procurar a melhoria contínua a todo instante, este momento não é diferente”, conclui.


No setor de mineração, as empresas continuam operando de forma a suprir a cadeia produtiva, seguindo rigorosos protocolos e medidas de segurança. Contudo, segundo a associada Rachel Carminati, Engenheira de uma mineradora do estado, mesmo com a continuidade das operações, o que se vê é “um cenário futuro muito incerto”.


Dessa forma, como todo momento de crise, se requer muito embasamento para as tomadas de decisão. Com base em valores como Estado de direito e propriedade privada, “é possível fundamentar ações com racionalidade frente aos desafios que surgiram juntamente com a pandemia”, afirma Rachel.


Para minimizar os impactos desta crise, medidas de segurança foram adotadas pela empresa. Home office para cargos elegíveis, substituição do self-service por marmitex nos restaurantes, aumento do tempo de atendimento nos refeitórios, disponibilização de álcool em gel aos colaboradores, uso obrigatório de máscaras, central médica de apoio (telemedicina), entre outras ações. Além disso, a empresa assumiu um protagonismo social, realizando investimentos em EPI´s (luvas, óculos, máscaras e aventais) e kits de testes rápidos, entregues as autoridades brasileiras.

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