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Como a Suécia se Tornou Referência em Meio Ambiente

Artigo de Opinião - Por Leonard Batista, Associado III do Instituto Líderes do Amanhã


O meio ambiente tem sido frequente tema de debates nas diversas esferas de nossa sociedade. Não há consenso na esfera científica sobre efeitos e causas de possíveis danos ambientais em nosso planeta, tampouco qual caminho a ser trilhado nas próximas décadas. Na busca por indicadores relacionados ao meio ambiente, o “The Good Country Index” (O Índice do Bom País, em tradução livre) foi criado com o objetivo de evidenciar países com melhores práticas ambientais.


Neste sentido, o presente artigo busca através do Benchmark, discutir possíveis caminhos que possam nos levar a resultados ambientais cada vez mais admirados. A Suécia é líder do referido ranking em 2022 e, por isso, listamos abaixo quatro fatos que podem indicar às demais nações como alcançá-la.


1. Defesa da Propriedade Privada – De acordo com o índice “Property Right Index”, a Suécia é a 3ª colocada, ficando atrás somente do Reino Unido e da Finlândia, no que diz respeito à defesa da propriedade privada. O resultado prático disso ao meio ambiente? Hoje somente 3% das florestas do país são de propriedade do governo. De forma lógica, o cidadão sueco buscou a proteção de suas terras e sua sustentabilidade a longo prazo. Com isso, as florestas têm sido exploradas de forma racional e sustentável. O estudo que ajuda a reforçar tal linha de pensamento foi realizado pela McGill University e Wisconsin University, e concluiu que terras públicas são particularmente vulneráveis a ataques ambientais na América do Sul.


2. Elevadas taxas de reflorestamento – Enquanto no Brasil medimos, ano após ano, a taxa de desmatamento, no país nórdico, desde 1975, as taxas de reflorestamento vêm se mantendo entre 3 a 4%. Nesse caso, temos influência direta do item “1”, uma vez que o proprietário da terra tem estímulos claros para cuidar de seu ativo e aumentar sua produtividade. Por outro lado, temos também estímulos para compra de terras improdutivas ou mal administradas para que possam ser reflorestadas, uma vez que que as atividades florestais representam uma parcela considerável do PIB do país.


3. Aumento da riqueza – No Brasil, a região da Amazônia (que mais sofre com desmatamento) possui renda equivalente a Albânia, Namíbia e Iraque. Em contraste a tal fato, entre os anos de 1850 e 1950, a renda per capita da Suécia aumentou mais de dez vezes, sendo a atividade florestal uma das contribuintes. A prosperidade financeira traz consigo a liberdade individual, a busca pela felicidade e a busca por uma educação cada vez melhor. No país nórdico, conservar e reflorestar não é função do Estado, mas sim de indivíduos livres e que lutam pelos seus interesses. Não à toa, a Suécia é um país muito mais florestado que o Brasil. Proibir os pobres de melhorarem de vida utilizando ativos naturais em seu quintal, como é feito na oligarquia brasileira, é puro elitismo.


4. Estado pequeno – Até 1960, o Estado sueco era menor que o da Suíça (um dos benchmarks atual neste quesito), neste mesmo período a renda real da população aumentou em 10x, em seguida todos os benefícios deste fato como redução da mortalidade infantil, aumento da expectativa de vida e elevação dos níveis de educação.


Na década de 1870, metade das exportações da Suécia era madeira. Desde o explosivo crescimento das indústrias de madeireira e serraria no final do século XIX (fruto de um país livre e sem o peso do Estado), o volume de florestas suecas aumentou em pelo menos 80%. Hoje, somente 0,3% das florestas suecas permanecem intocadas e originais. Como bem sabemos, o benchmark é uma excelente ferramenta de gestão para busca de resultados de alto nível. Se o Brasil quer chegar lá, a Suécia é um ótimo exemplo, e este artigo mostra 4 caminhos de nos aproximarmos dela.


Leonard Batista, Associado III.

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