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“Big Techs” e as Demissões

Artigo de Opinião - Por Leonard Batista, Associado III do Instituto Líderes do Amanhã


A última década foi marcada pelo grande crescimento de start-ups, sendo o período muitas vezes comparado ao início dos anos 90, quando ocorreu o famoso “boom da internet”. Empresas como Facebook, Amazon, e Twitter estão entre as grandes empresas do setor de internet que cresceram.


Boa parte deste crescimento tem como sua maior crítica o fato de terem sido financiado com “dinheiro barato”, fonte da baixa taxa de juros de grande parte do mundo, e também da expansão monetária realizada. Com o final da “bonança”, alguns efeitos apareceram e empresas até então conhecidas como “queimadoras” de dinheiro passaram a ter dificuldade.


Se a dificuldade veio, cada empresa tenta responder da melhor forma, e uma saída muito utilizada tem sido a demissão de funcionários. O caso mais emblemático tem sido as demissões realizadas no Twitter após a aquisição de Elon Musk. Enquanto boa parte dos críticos olha para o movimento com ceticismo, outra parte comemora, uma vez que o setor mais afetado da empresa tem sido aquele responsável pela moderação de conteúdo, que em muitos casos caminha numa linha tênue com a censura.


Em novembro de 2022, a gigante Amazon anunciou a demissão de 10 mil trabalhadores, tornando-se a mais recente gigante da tecnologia dos EUA a responder à crise com um plano de corte de empregos. Apesar de o número assustar num primeiro momento, estes postos de trabalho correspondem a apenas 1% de seus colaboradores. Será a demissão mais expressiva da história da empresa.


Nesse cenário, estaríamos encarando o fim do “dinheiro barato” destinado às “Big Techs”? A resposta somente o tempo irá nos mostrar, mas podemos sim afirmar que é uma ótima oportunidade para que as gigantes sigam o exemplo de Reed Hastings (CEO da Netflix) e realizar o tão sonhado aumento da densidade de talento!


Leonard Batista, Associado III.

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