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A Rebeldia Liberal no Mundo Coorporativo

Artigo de Opinião - Por Leonard Batista, Associado III do Instituto Líderes do Amanhã


Por muitas vezes o significado de rebeldia esteve ligado a indisciplina e desobediência. O rebelde por muito tempo carregou o carma daquele que desaponta sua família ou amigos por não se adequar a um padrão previamente instaurado. Por isso, seguir padrões e diretrizes organizacionais tende a ser automático na vida corporativa. Seria este um comportamento ideal?


Corporações de sucesso no mercado tendem a ficar cada vez maiores. O crescimento obtido através de aquisições de novas operações, ou de novos negócios, fazem com que a “frente de batalha” aumente. Com cada vez mais tentáculos operacionais, a empresa tende a submeter-se a um número ainda maior de culturas e de pessoas com diferentes histórias e formações. Tudo isso aumenta a diversidade das decisões certas a serem tomadas nas operações, e torna a necessidade de padronização por um escritório centralizado cada vez mais complexa.


Aqui, vamos abordar como uma meta padronizada e centralizada pode ir contra o próprio objetivo central de uma companhia, e como os líderes, sob a ótica liberal, tem papel fundamental nestas situações.


No livro “A Mentalidade do Fundador”, os autores trazem uma questão importante: “qual foi a última vez em que você passou por cima dos sistemas de RH para premiar um verdadeiro herói da empresa, ou um indivíduo de desempenho espetacular?”. O case prático abaixo acontece neste cenário.


Uma área operacional considerada gargalo e que apresenta uma necessidade evidente de aprimorar o conhecimento técnico de seu pessoal para que possa melhorar seus resultados, vê em um processo seletivo a oportunidade para dar um passo importante em sua eficiência. Após a primeira rodada de entrevistas, o líder percebe que nenhum dos candidatos atendiam às expectativas e informa a necessidade de um novo processo.


O que a princípio poderia parecer algo normal, para este caso não foi. A proposta do líder fora rejeitada, pois uma equipe corporativa informara que a contratação de alguém daquele público específico atenderia uma meta da empresa.


O importante aqui é notar que a regra colocada vai contra o maior objetivo de uma área produtiva: a excelência operacional, que, no final das contas, permite à organização reduzir custos, aumentar a qualidade de seus produtos e processos, e atender de maneira mais satisfatória os requisitos do cliente. A saída encontrada foi o que chamo aqui de “A Rebeldia Liberal”. Diversos debates foram necessários até que se chegasse à conclusão da necessidade de um novo processo seletivo.


Após o processo, foram contratadas as cinco melhores pessoas. A grande surpresa? A meta corporativa foi atendida mesmo não utilizando o grupo proposto inicialmente. Com poucos meses da contratação, outros gestores solicitaram a promoção dos selecionados para que pudessem fazer parte de seus respectivos times. O melhor de tudo? A resposta de que o melhor para a companhia foi feito respeitando o principal valor liberal: a individualidade dos candidatos.


Empresas montam sistemas em torno da regra, não da exceção. Às vezes, é preciso ignorar sistemas formais. Ser líder significa ter coragem de fazer aquilo que é certo, mesmo outros dizendo que não. Como os autores do livro “A Mentalidade do Fundador” disseram: “até hoje não um encontramos um líder que achasse que tinha investido tempo demais em talentos.” Aqui não foi diferente e o investimento começou antes mesmo das entrevistas.




Leonard Batista, Associado III


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