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A Estabilidade da Indústria Capixaba é Incontestável

Artigo de Opinião - Por Alan Mori Brito, Associado II do Instituto Líderes do Amanhã


Nos últimas dias, os resultados econômicos do setor industrial capixaba dominaram as colunas de opinião. De um lado, a análise fria dos dados apresentados pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE (PIM-IBGE), e de outro, há defesa da necessária contextualização econômica do papel da indústria estadual.


De fato, é preciso registrar que o dado numérico existente é ruim. De acordo com a pesquisa disponibilizada pelo IBGE, é fácil concluir que o Espírito Santo sofreu uma redução global de 19% na produção industrial, nos últimos 10 anos.


Contudo, o modelo histórico de desenvolvimento econômico do estado tornou o setor industrial muito atrelado as indústrias de extrativismo mineral, em especial óleo e gás e mineração, além de commodities, como papel e celulose. Quando olhamos para os resultados individuais destes setores, no PIM-IBGE, é possível observar quedas de até 40%, nos últimos dez anos.


Nessa linha, o resultado negativo do setor industrial capixaba foi inflado pelo retrospecto ruim do setor extrativista mineral. Esse cenário negativo foi causado por fatores externos a gestão do ambiente de negócios, como a baixa capacidade de investimento e pesquisas de novos campos de petróleo e gás, em especial da Petrobrás, além dos incidentes ambientais nas barragens de Mariana e Brumadinho, que impactaram Samarco e Vale.


Feita essa consideração, elementos mostram que o setor industrial do ES vem se diversificando e que a análise isolada da pesquisa do IBGE é pouco conclusiva. Apenas como exemplo, a indústria capixaba aumentou sua representatividade no ICMS do estado em 1,23 bilhões de reais entre 2017 e 2021, com a entrada de empresas de produção de alto valor agregado dos setores automobilísticos, bens de consumo, linha branca e decoração, e esse dado não é considerado na pesquisa do IBGE.


Além disso, foram destaques no estado investimentos em saídas logísticas para rochas ornamentais, a construção de novas infraestruturas portuárias, implantação de médias industriais na região Norte, entre outros fatores que contribuem para que o ES ocupe a posição de quarto estado mais industrializado do País, quando considerada a relação PIB vs. Setor.


Portanto, apesar da redução numérica da expansão do setor, puxada pelos pilares do primeiro ciclo de industrialização do Espírito Santo, não há motivos para alardes. Dessa forma, a análise macro dos dados permite dizer que a indústria capixaba se encontra em um processo de diversificação e transformação, que no futuro, tornará o setor menos dependente do ciclo extrativista, ou seja, o caminho da diversificação industrial trará ainda mais segurança econômica, ao já muito estável Espírito Santo.


Alan Mori Brito, Associado II.

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