top of page
  • Líderes

4 Momentos Históricos da Teoria Declinista Americana

Artigo de Opinião - Por Leonard Batista, Associado III do Instituto Líderes do Amanhã


Sabemos que grandes acontecimentos econômicos ou políticos tendem a reorganizar as forças dos países ao redor do mundo. Um bom exemplo disso pôde ser percebido com a crise imobiliária americana no ano de 2008. A partir deste momento, os Estados Unidos, que ostentava um papel soberano na geopolítica mundial, passou a dividir protagonismo com o Estado Chinês. Movido por um acelerado crescimento econômico associado à sua grande população, a China elevou sua influência econômica e passou a dominar regiões antes sob completa influência do Estado Americano.


Um dos resultados dessa mudança geopolítica é o surgimento de teorias declinistas, caracterizadas por traçar um futuro onde o chamado “Império Americano” irá sucumbir. Não é difícil encontrarmos projeções que afirmam que a China em pouco tempo será a grande potência mundial em substituição aos Estados Unidos. Dessa maneira, o presente artigo pretende ilustrar outros 4 momentos históricos em que algo semelhante aconteceu:


1. Corrida Espacial – em outubro de 1957 a Rússia lançou o primeiro satélite artificial da Terra. Fruto de uma intensa corrida espacial entre Washington e Moscou, o Sputnik fora lançado de uma base localizada no Cazaquistão, e veio a se tornar no primeiro objeto colocado em órbita pela humanidade. Como resultado geopolítico, a Rússia se colocou à frente dos Estados Unidos em meio à Guerra Fria, e como consequência, teorias de que a hegemonia americana estava findando se iniciaram.


2. Guerra do Vietnã – conflito armado que perdurou por cerca de 20 anos nas regiões do Vietnã, Laos e Camboja. Depois de derrotas em batalhas importantes, o governo americano se viu forçado a aprovar uma resolução que deu autorização ao presidente para aumentar a presença militar do país no Vietnã e escalar o conflito. Durante a década de 60, as dificuldades enfrentadas pelo exército Americano deixaram claro o poderio das forças combinadas de Rússia, China, Vietnã do Norte e outras nações comunistas. Até que a guerra fosse encerrada, a teoria de declínio da superioridade americana ficou ainda mais forte.


3. O Caso Watergate – já na década de 1970, o escândalo político que condenou 48 pessoas culminou com a renúncia do então presidente americano Richard Nixon. O caso envolvia uma espionagem interna entre partidos Republicano e Democrata, e colocou em xeque a confiabilidade da democracia Americana. Mais uma vez, os Estados Unidos se viram frágil politicamente, e como resultado, uma nova teoria de perda de hegemonia se instaurou no cenário mundial.


4. Milagre Econômico Japonês – com a finalização do cenário pós-guerra, o Japão se viu apoiado pelos Estados Unidos e por uma política governamental intervencionista associada a uma abertura do mercado japonês. Como resultado, houve uma disparada da economia japonesa, e que rapidamente se colocou como um dos maiores players econômicos do mundo. A nação nipônica foi por muitas vezes colocada em patamar superior aos Estados Unidos, e com isso uma nova teoria de perda hegemônica se formou.


O fim da hegemonia Americana já foi anunciada diversas vezes ao longo do último século. Desde o fim da Segunda Guerra mundial, é possível afirmar que pelo menos uma vez por década alguma destas teorias surgiram no cenário geopolítico. Atualmente temos vivido um cenário semelhante entre EUA e China. Não é possível afirmar se a hegemonia americana irá continuar, mas é possível afirmar que em nenhum momento a Democracia Liberal fora tão questionada pelo mundo, o que pode tornar a batalha atual mais complexa ao ocidente.



Leonard Batista, Associado III.

2 visualizações0 comentário
bottom of page